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O mercado das antiguidades no Brasil

Entrevista com Rodolfo Garcia, antiquário carioca bem conhecido e organizador de feiras de antiguidades.

Rodolfo, você poderia nós explicar sua história com o mundo da antiguidades ?

Afinidade com o mundo artístico sempre houve. Museus, exposições, livros sempre estiveram no meu caminho. Profissionalmente, em 1977, passei a atuar como organizador de exposições (salões) de Antiguidades e de Galerias de Arte, até 1985, no Copacabana Palace, no Rio, e no MASP, em São Paulo.

Como se comporta o mercado de antiguidades no Brasil ?

O glamour da Arte Contemporânea “roubou” um pouco do interesse pelo antiquariato. Na verdade, pela velocidade e pelo ímpeto, penso que em breve a AC arrefecerá e seguirá um ritmo mais seletivo e menos histérico. Sem querer, ela dá um espaço enorme para fraudes – muito maior que nas obras antigas – e numa hora dessas, isso será sentido, fazendo o mercado se acalmar, naturalmente. O sucesso da ArtRio e SPArte, e da profusão de leilões, prova que não falta mercado para investimento em arte.

Como veio a ideia de organizar feiras, como a feira arte/coleção prevista em 2015 ou 2016, no Jockey Club ?

Notei que o mercado de antiguidades continua febril em todo mundo. Mas no Brasil, conforma-se com atuação inexplicavelmente passiva, e órfão de uma ação que atraísse atenção. Os leilões estão bombando e em expansão (e eles têm todo direito), mas as lojas e escritórios assistem, sem qualquer manifestação pró-ativa.

Coincidentemente, o Rio, comemorando 450 anos em 2015, tendo sido sede de dois períodos imperiais, 70 anos como capital da República, fariam a cidade respirar arte, história, o ano todo. Convém o Jockey, por ser um dos locais mais tradicionais do Rio (data de 1928), dispondo de salões adequados a essa finalidade.

Como se posicionam os documentos históricos dentro do mundo das antiguidades ?

Por ora, ainda não despertando o interesse que merecem. A informatização, com todos benefícios que geram, também provocam danos irreparáveis. Em relação aos textos, simplesmente, sepultaram os manuscritos, as dedicatórias, a correspondência e até a personalidade dos autores através da identificação de suas letras. Acho isso uma perda imensa. Quando esta falta for percebida, apesar de já haver difusão, mínima e ocasional em leilões, tenderão a uma promissora valorização. Aos antigos, lógico, um grande futuro.

O que você acha da coleção Glorias e do seu site ?

Não conheço bem a coleção Glorias mas o site é bonito e elegantemente adequado ao tema. Falta mostrar mais seu acervo (ou parte dele).

Algumas dicas para nossa equipe ?

Divulgar mais a exclusividade dessa atividade, sobretudo (jornais, revistas e TVs) do Rio e de SP. Pela novidade, terão espaço em suas pautas.

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Escrito por

Mathias Meyer tem 41 anos, é colecionador e fundador da coleção Glórias, especialista em avaliação, compra e venda de documentos raros.