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Em 2013, a pintora carioca autografa um livreto da exposição « Meu Bem » no Rio de Janeiro.

Dedicatória de Beatriz Milhazes para « Cláudio », em catálogo da exposição « Meu Bem ». Três páginas formando um livreto, frente e verso. Em português. 18 cm x 18 cm. Rio de Janeiro, entre agosto e outubro de 2013. Excelente estado. R$ 750.

Para Cláudio, com um abraço, Beatrix

Beatriz Milhazes (nascida em 1960) é uma artista brasileira nascida no Rio De Janeiro. A cor é um elemento fundamental da sua obra, assim como a abstração geométrica, flores e arabescos. A música, a dança ou a natureza, recorrentes na cultura brasileira, inspiram as obras de Milhazes. A partir dos anos 90, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan, em Nova Iorque.

Em 2013, Beatriz Milhazes comemorou 30 anos de carreira com a mostra panorâmica Meu Bem na sua cidade natal, onde estava há mais de uma década sem expor, apesar de morar e manter seu ateliê no Leblon, perto da família e dos amigos. Segundo o curador da exposição, Frédéric Paul, « sem pretender ser retrospectiva, a exposição do Paço Imperial reúne obras de 1989 a 2013. O ano de 1989 foi uma data marcante em que a artista elaborou  uma técnica especifica de decalcomania que iria influenciar todo o seu trabalho posterior. »

Em uma entrevista da jornalista Michelle Licory, aprendemos mais sobre Beatriz Milhazes :

Tive um percurso muito linear ao longo desses 30 anos. Na década de 80, foi um desenvolvimento bastante local, Rio e São Paulo. Em 1996, por ocasião da minha primeira individual em Nova York, recebi uma crítica muito positiva da Roberta Smith, do New York Times. Ela terminou dizendo: ‘Acho que tem algo novo surgindo’. Isso me abriu as portas para o mundo da arte nos Estados Unidos, depois Europa e, mais adiante, Ásia. Foi fundamental, em 2003, minha participação na bienal de Veneza, e ter minha obra em museus importantes como Tate Modern e o MoMA.

E esse rótulo de “brasileira mais cara” ?

Apesar de eu estar nesta situação, não saberia explicar… É a primeira vez na arte brasileira contemporânea que um grupo, mesmo que muito pequeno, conquista essa posição internacional, com preço internacional. É um grande ganho, um aprendizado para todos nós, um patamar que eu não esperava. Temos que saber lidar com isso. Com as galerias lá de fora é mais fácil. Eles estão acostumados. Tenho uma vida em inglês e uma vida em português. Também tem outro orgulho, por eu ser mulher. A pintura é um universo muito masculino.

Existe algo em comum com Vik Muniz e Adriana Varejão, outros nomes contemporâneos bem valorizados fora do país ?

Isso é curioso. Somos muito diferentes como artistas e como pessoas, apesar de sermos amigos. Mas temos, sim, um ponto em comum: nós três, de alguma maneira, nos utilizamos da cultura brasileira para criar diálogos, introduzimos nossa experiência de vida no país para dentro do próprio trabalho. Mesmo o Vik, que emigrou jovem e se desenvolveu nos Estados Unidos, guardou em seus conceitos algo inteligente, mas meio rude da nossa formação brasileira. Eu e Adriana, de jeitos bastante diversos, temos bem claras essas questões do nosso pensamento sobre a cultura do país.

Por que esse documento é raro ?

Muito disputadas em galerias e leilões internacionais, as obras de Beatriz Milhazes alcançaram valores recordes os últimos anos. A artista carioca que vive entre Rio de Janeiro, Paris e Nova-Iorque, tornou-se uma artista renomada, que será cada vez mais procurada pelos colecionadores brasileiros e estrangeiros. Autógrafos dela são incomuns, essa peça se destaca por seu excelente estado e seu conteúdo biográfico que valorizam ainda mais a assinatura dinâmica da artista.

♦ R$ 750 ♦