Poema « un canto para Bolivar” da mão de um Prêmio Nobel e autógrafo musical de um genial pianista.

A. Texto manuscrito de Pablo Neruda, a segunda estrofe de seu poema « Um canto para Bolivar ». Uma 1/2 folha retangular. Em espanhol. 19 cm x 12,5. Nova Iorque, 1943. Com alguns pequenos desgastes em torno das bordas. Escrita nítida e em muito boas condições.

Teu pequeno cadáver, capitão valente, 
foi que estendeu no imenso a metálica forma, 
logo vão sair os dedos teus dentro da neve 
e o pescador austral tira à luz num momento 
o teu sorriso, a tua voz que palpita em redes.

Pablo Neruda (1904 – 1973) escreveu « Um canto para Bolivar » para comemorar o aniversário de morte do revolucionário sul-americano Simon Bolivar. Ele leu o poema na Universidade do México durante o 111º aniversário do falecimento de Bolivar. Politizado na Europa devastada pela guerra, Neruda descobriu que a América poderia se tornar o foco de seus poemas. Nosso verso foi escrito durante a visita de Pablo Neruda à Nova Iorque, em 1943, quando ele participou de uma reunião da organização pan-americana « Voz de Las Americas ».

B. No verso da página, há um autógrafo musical assinado pelo pianista polonês-americano Arthur Rubinstein do hino nacional polonês, Mazurek Dąbrowskiego.

Hinno Polaco, Arthur Rubinstein, Santiago, 18.2.37

Arthur Rubinstein (1887 – 1982) criticou a ONU no ano de sua fundação, em 1945, por não ter incluso uma delegação polonesa em sua cerimônia de abertura. Ele deu voz à sua crítica ao tocar uma versão trovejante da Mazurek Dąbrowskiego ou « A Polônia Ainda Não Está Perdida », que foi o hino nacional da Polônia desde 1926.

Por que esse documento é raro ?

Esse documento engajado, Neruda e Rubinstein juntos, fazia parte de um álbum de autógrafos mantido por um grande colecionador nova-iorquino.