Grávida do quarto e último filho de Dom Pedro II, a devota Imperatriz agradece a um Cardeal por seus votos de Natal.

Carta manuscrita da Imperatriz Teresa Cristina para o Cardeal Oppissoni. Uma página. Em português. 20.5 cm x 15 cm. Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1848. Bom estado.

Ilustríssimo Reverendíssimo em Cristo Padre Cardeal Oppizzoni, meu
como Irmão muito prezado. Eu, Dona Theresa Christina Maria, Imperatriz do
Brasil, vos envio muito saudar com grande satisfação recebi a vossa carta,
enfim pela ocasião da solenidade do Santíssimo Natal lhe testemunhasse
vosso interesse pelas minhas prosperidades. Este vosso modo de sentir é mais
um motivo para eu demonstrar a estimação que tenho o vosso
merecimento. Ilustríssimo Reverendíssimo em Cristo Padre Cardeal
Oppissoni, meu como Irmão muito prezado, Nosso Senhor haja a
vossa pessoa em sua santa guarda. Escrita no palácio do Rio
de Janeiro em 19 de fevereiro de 1848.

Imperatriz x.

A vida de Teresa Cristina (1822 – 1889), esposa de Dom Pedro II desde 1843, quando chegou da Itália, caracterizou-se pela discrição. A Imperatriz não era bonita, mas tinha outras qualidades, como a alegria e uma ampla cultura, que conquistaram o imperador, ambos vivendo juntos quarenta e seis anos. A religiosidade fazia também parte da sua personalidade, sendo prestigiada no Vaticano, como testemunha essa carta endereçada a um cardeal, a quem agradece, em 19 de fevereiro de 1848, pelas congratulações recebidas no Natal do ano anterior.

Por que esse documento é raro ?

Em 1847 havia nascido Leopoldina e, escrevendo esta carta, Teresa Cristina já estava grávida do quarto e último filho do casal, Pedro Afonso.