No início do século XX, o esposo da Princesa Isabel, nostálgico, defende os monarquistas franceses.

Duas cartas manuscritas por Gastão d’Orléans, Conde d’Eu, para « Hismer » e « Baron« , duas personalidades regionais não identificadas. Total de 6 páginas. Em francês. 11 cm x 17.6 cm. Cauterets, 30 de julho de 1900 e Boulogne-sur-Seine, 15 de janeiro de 1906. Excelente estado.

(…) Recebi com muito prazer seu livro de cantos monarquistas e também seus interessantes livros sobre domadores, as transformações das coisas e veículos ao longo dos tempos e, por fim, as duas fotografias as quais, uma me mostra que a cidade de Nantes ainda tem o privilégio de ver as solenidades da religião acontecerem nas ruas, e a outra reune as imagens de corajosos monarquistas injustamente condenados na cidade de Rennes.

(…) Todas essas lembranças são preciosas e lhe agradeço por elas. Você sabe que eu acompanho seus esforços e os esforços de seus colegas dos Jovens Monarquistas de Nantes para a boa causa.

(…) Obrigado por seus pêsames depois da perda do último sobrevivente dos meus queridos e venerados tios, o último dessa brilhante geração que ainda teve, durante sua juventude, a felicidade de servir gloriosamente a França.

(…) A bela cidade de Nantes e essa bela parte da França que é a região de Loire inferior, um das mais fiéis aos deveres à pátria e às tradições que fizeram a glória da França no passado e garantem o futuro.

Gastão de Orléans, Conde d’Eu (1842 – 1922) é conhecido por ter sido o esposo da Princesa Isabel a partir de 1864, segunda filha do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina. Segundo Alban Duparc, Diretor do Château d’Eu que se tornou residência da Família Imperial Brasileira no exílio.

Membro da família d´Orléans, o Conde d´Eu, decidiu reconquistar seu estatus dentro dela depois de seu exílo em 1889, por isso era bastante solicitado pelos apoiadores da causa monarquista. O Conde d´Eu, como sua esposa e seu padrasto, se interessava por muitas áreas e era devotado à religião, como todas as pessoas da alta sociedade. Ele também era muito solicitado e sua educação de Príncipe lhe fazia responder pessoalmente, e respeitosamente, para cada um, mesmo desconhecidos. 

Por que esse documento é raro ?

Temos aqui duas cartas que permitem conhecer melhor aquele que renunciou aos seus direitos à linha de sucessão ao trono francês em 1864,  para se tornar príncipe imperial consorte do Brasil.